quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resumo

O modelo de racionalidade ocidental (razão indolente) e os direitos humanos: uma crítica ao conceito hegemônico de cidadania a partir da sociologia das ausências. Boaventura de Sousa Santos


O autor Boaventura de Sousa Santos, um dos mais influentes sociólogo de língua portuguesa da atualidade, nos convida a refletir os fundamentos do conhecimento da sociologia das ausências apontando os direitos humanos na sua forma legal (jurídica) ao modo do sistema capitalista. Em que os direitos humanos está ligado a uma única visão social do mundo – a ocidental. Por isso, há uma lógica que impera tanto o comportamento do todo – o global, como também as pequenas partes. Onde uma completa a outra na imposição democrática e capitalista liberal.

Segundo Boaventura a racionalidade ocidental produziu as ausências necessárias para a implementação do capitalismo provocando a exclusão política e social das minorias. O Estado,e com ele o Direito, aparecem como possuidores de um saber absoluto sobre a sociedade.

A tempestade de paradigmas que Boaventura nos apresenta na sociologia das ausências nos permitem, pensar o projeto educativo emancipatório - o reeventar ou fazer o diferente. Na medida em que desenha caminhos possíveis da luta contra a dominação social e evidencia alguns dos aspectos de uma ação pedagógica desejável com vistas a ampliação da democracia social.

Uma reflexão a respeito dos conteúdos escolares e da própria estrutura da escola, das hierarquias que eles seguem e definem, das exigências de ordem que eles se associam, bem como dos valores absolvidos.

Podendo buscar credibilidade e legitimar praticas educativas contra o modelo de racionalidade ocidental – o saber – o fazer que habita os espaços educativos como potencial contribuição às possibilidades de emancipação social.

O objetivo principal da sociologia das ausências é, justamente transformar objetos impossíveis em objetos possíveis, transformando ausências em presença. É um dos grandes desafios da ação de educar. Em que conhecimento não se transmite, constrói ou reconstrói.




É insustentável a situação de, por exemplo, as ciências sociais continuarem a descrever e interpretar o mundo em função de teorias, de categorias e de metodologias desenvolvidas para lidar com as sociedades modernas do Norte, quando a maioria das sociedades não só apresenta características e dinâmicas históricas diferentes, como tem gerado as suas próprias formas de conhecimento das suas experiências sociais e históricas e produzindo contribuição significativas para as ciências sociais, ainda que remetidas para as margens destas

( Santos ET AL., 2004, p. 21).

Verônica Maria da Silva


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